Queria a noite sempre ao meu lado
E um barco onde reclinar a cabeça
Queria sempre o braço de minha mãe
A baloiçar as amarras que me prendem
Às marés
E as minhas mãos são grandes
E pesam como um rochedo
Como a espada suspensa
Sobre a minha boca
E a minha alma é pequena para gritar
O nome dos navios
O nome de todos os navios
O nome dos navios o nome
Dos meus amigos.
Daniel Faria
(1971 – 1999)
in “Poesia”